né?
"A impressão era que mal haviam passado uns poucos minutos da nossa partida de Belém, e já navegávamos por um obscuro e invisível labirinto de canais barrentos a oeste da ilha de Marajó e vá saber agora a que distância estávamos de lugares com duas dúzias de casas de pintura descascada com os nomes de Curralinho, Baía das Bocas, São Miguel dos Macacos, Ilha dos Guaribas, Melgaço ou Vila Baturité quando, pouco antes da meia-noite, caiu um violento temporal. Ouvimos que o motor foi desligado, e logo percebemos que o barco começou a girar, levado pela correnteza. (...) Éramos uns trezentos passageiros com destino a Macapá, de onde viajaríamos até Oiapoque, a longíngua fábula dos livros de geografia da infância, e a dois passos da Guiana Francesa".

